domingo, 24 de novembro de 2013


Uma miragem no deserto
a luz no fim do túnel
a felicidade entre os dedos
carinhos aconchegos,
ou nada certo.

Um dia de sol
um final de semana de chuva.
Um sorriso no rosto
alma suja.
Um grande desgosto
o peixe no anzol,
no mercado um desconto
na vida com um cigarro mentol.

Um ser ou não ser
um não ser e ser.
parecer.
fazer crer
viver.

sem script,
sem limite
sem saber
sem querer
apenas comer
se satisfazer.

Um poema sem sentido
um amor escondido!?

Um amor entre primos
entre amigos
conseguimos?
aluno e professor
vitima e agressor.
nos ferimos!?

Sem saber ler,
sem saber falar,
apenas escrever

ou apenas amar?

sábado, 20 de julho de 2013

Me desperta, me cresce.
Amo-te por querer
Amo-te por me fazer viver.
Perdão por não conseguir tirar todo o teu vazio,
Mas é que perto de ti sinto aquele arrepio
De um amor inconstante
Que a todo instante
Liberta-me do frio.
Tira-me a tristeza
Que me causa incerteza,
Traga-me com tua delicadeza
A vida com sua leveza.
Amo-te como humano
Amo-te como alma
Que me acalma
Tira-me do dano
Sei que me ama, ou me engano?
Um amor que se torna tanto,
Devido ao seu encanto,
Leva-me pro teu recanto,
E tira-me desse pranto!
Mecha no meu cabelo,
Como se a chuva não parasse mais,
Escuta meu apelo
E esqueça os demais.
Os outros demais!
Eu aceito,
Eu caso!
Nem seria louco, com todo esse conceito
Nenhum descaso
Tornará nosso caso
Um desatino
Mal vivido, mal compreendido.
Desentendido.
Vamos tornar nossas almas apenas uma
Almas de dois amigos
Casados, que sem fortuna.
São ricos, antigos, abrigos.
Nossos elos de ser
Juntar-se-ão, se casarão e se tornarão
Um coração.
Todo príncipe tem sua princesa
Toda moça tem sua alma gêmea correspondente
Duas flores com o mesmo caule, beleza!
Num amor como o fogo quente
Onde a carne não é o que se sente
E sim a amizade ardente,
Mesmo que seja isso que aparente!
Vinho tinto,
Lábios roxos,
Conversa fluindo,
Sorrisos frouxos.
Fogo, lareira,
Era frio,
Agora quente, clareira,
Corpo mole, sutil.
Palavras faladas,
Antes articuladas,
Estava faltando coragem,
Agora ela exala.
Vem, chega mais perto
Ou me filma com olhar de recém descoberto,
Mas me domina,
Me faz a tua sina,
Consigo sentir teu corpo,
Mesmo distante, e isso não te constrange,
Tome mais uns goles,
Seremos então vozes, 

Depois... Vorazes
-E quando não tiver mais o que escrever, como vai ser?
-Ó minha filha, não pense nisso,
Viver sem pensar é o que te faria não escrever,
E viver sem pensar não é viver,
É morrer,
O que seria dela(a vida) sem sentimentos?
-Ventos?
-Sussurros de tormentos,
Por ter ficado ao relento,
Por não ter se expressado,
Parado e pensado,
Que o que te faz sorrir é o mesmo que te faz chorar,
Que o medo trava, entrava
O choro afaga,
O melhor é se entregar
- Mas moço, vale mesmo à pena,
Escrever esses poemas,
Tentar transmitir em palavras,
O tom dos versos, de um amor, e de um dilema?
- Sim, no fim o que ficam são as notas,
(res)Sentimentos de cartas sem respostas,
Ou felicidades de encontrar a beleza nas estrelas,
Quanta ousadia a minha,
Não, proeza
Afinal só vê a rima,
Quem tem o dom de saber canta-lá, senti-lá,
Todavia, quem não admirar a riqueza dos sentimentos, 

Infelizmente moça, esse merece o som e o (res)sentimento do vento.

Amores, bebidas, sentimentos, vidas

Amnésia ao acordar,
Esqueço das pessoas do presente,
Sinto o passado escapar,
Me sinto ausente.

Acordo precisando conquistar um novo amor,
Ou reconquista-los,
Acabo deixando vulneráveis,
Os que estão no calor.
O que eu tenho domínio perde a graça,
Vira em traça,
Moço?!
"Outra taça,
E por favor,
Que me refaça".

Com amor, ou sem
As vezes o bom é a dor,
Dor de amor,
Ela me (convêm),
Paixão, sem razão,
Sem script,
Uma pitada de drama,
Mas que prevaleça a ação.

Pode ser carnal,
Homo ou heterossexual,
Repentino,
Desatino,
Frio e fino como champanhe francês,
Ou quente e charmoso como cappuccino.
Moço, não deixe eu me perder entre essas bebidas,
Não quero sentimentos e vidas,
Corrompidos pelo meu prazer,
De poder encontrar e perder, 
Amores a cada amanhecer.